Mais um pesadelo, socorro
Duas casas geminadas
Um assassino em uma delas.
A outra era a minha.
Entrei à noite, escura sem estrelas, sem luz.
O assassino estava esperando.
Me atacou com uma faca.
Gritei para o primeiro morador da casa.
Ele já estava morto e nada podia fazer.
Gritei para o segundo.
Havia tomado muito remédio para dormir.
Não podia acordar.
O terceiro, que nunca ocupou verdadeiramente a casa, não ouviu.
"Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima
Pra socorrer"
Um assassino em uma delas.
A outra era a minha.
Entrei à noite, escura sem estrelas, sem luz.
O assassino estava esperando.
Me atacou com uma faca.
Gritei para o primeiro morador da casa.
Ele já estava morto e nada podia fazer.
Gritei para o segundo.
Havia tomado muito remédio para dormir.
Não podia acordar.
O terceiro, que nunca ocupou verdadeiramente a casa, não ouviu.
"Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima
Pra socorrer"


3 Comentários:
Serão as noites de verão apenas? Terá a mandinga efeitos colaterais? As respostas não são conhecidas. Tenho sorte de a mim não me afetar a noite. Tenho passado às claras mesmo, lendo e resumindo deseperadamente para o projeto de letramento cujo prazo é amanhã, 12h. Justiça seja feita, isso, sim, é um enorme pesadelo.
Nem diga! Você tem razão, o meu ficou até poético. Adorei o poema que você postou. E bela tradução!
Um teco de sabedoria popular: tudo o que se faz (em termos de mandinga) tem um retorno três vezes maior.
Ou seja, todo 'serviço' tem efeitos colaterais.
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial