Sobre a leitura
'...a leitura não poderia ser assimilada a uma conversação, mesmo com o mais sábio dos homens; que a diferença essencial entre um livro e um amigo, não é a sua maior ou menor sabedoria, mas a maneira pela qual a gente se comunica com eles, a leitura, ao contrário da conversação, consistindo para cada um de nós em receber a comunicação de um outro pensamento, mas permanecendo sozinho, isto é, continuando a desfrutar do poder intelectual que se tem na solidão e que a conversação dissipa imediatamente, continuando a poder ser inspirado, a permanecer em pleno trabalho fecundo do espírito sobre si mesmo.'
Proust fala obviamente da leitura de livros, mas há um gênero mais banal que leva ao mesmo prazer: blogs. Eu gosto de ler a vida cotidiana, pelo simples gosto de receber a comunicação de outro pensamento, muitas vezes incompleto, e imaginar o que seria o pensamento completo, as linhas que foram omitidas, o espírito da pessoa na hora da redação do simples cotidiano ou de reflexões rápidas sobre ele. De algo que parece uma banalidade, do receber de um pensamento incompleto, vem hora ou outra algum entendimento nada trivial elaborado 'no trabalho fecundo do espírito sobre si mesmo'.
Proust fala obviamente da leitura de livros, mas há um gênero mais banal que leva ao mesmo prazer: blogs. Eu gosto de ler a vida cotidiana, pelo simples gosto de receber a comunicação de outro pensamento, muitas vezes incompleto, e imaginar o que seria o pensamento completo, as linhas que foram omitidas, o espírito da pessoa na hora da redação do simples cotidiano ou de reflexões rápidas sobre ele. De algo que parece uma banalidade, do receber de um pensamento incompleto, vem hora ou outra algum entendimento nada trivial elaborado 'no trabalho fecundo do espírito sobre si mesmo'.


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