domingo, novembro 18, 2007

Ode a um cigarro



Olho o oceano. Amanhece. Olho o oceno. Amortece. Calada numa voz de fumaça ao mundo, no esparramado vermelho de luz. Há murmúrios dolentes de segredos... Palavra esvaindo. Sangra verde. É verde agora o oceano. Vogais coloridas em pedaços. Há noites silenciosas. E ele é, ó meu Amor, pelos espaços. Grito debucalizado. Anoitece. É negro o oceano subespecificado em a i. Descompensado, rodopiando boleros grotescos. Endoidecendo. Âmote. Há crisântemos roxos que descoram... Átemo confundindo as consoantes, impedido: nemata/memata. Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

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