Aprender a permanecer no relento do incomensurável, sem o chão apaziguador por debaixo, como os trapezistas mais atrevidos de nossa infância e juventude na hora exata do vôo intervalar entre um trapézio e outro...jogar-se em um salto mortal que vira o mundo, velozmente, de pernas para o ar, e nós com ele. Perdendo a proteção que encontramos em nossa subjetividade e nas amarras que inventamos para o mundo, o salto mortal sobre nós mesmos e sobre tudo o que está previamente ordenado é um dos primeiros atos do encontro do poético ou literário com o filosófico, por meio do qual vida se mostra em sua íntima estranheza vivificadora....
A. Pucheu
A. Pucheu


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