Morrer, verbo transitivo (capítulo VIII)
A porta! Preciso atender. Caralho! Peguei no sono!
Sem secretária, dada a crise que estava passando, deveria abrir a porta ele mesmo. Em uma tentativa desesperada de não demonstrar que estava ensonado, arrumou os cabelos rapidamente e abriu a porta ainda entre o sonho e a realidade.
Alan Moonsfield?!
Devo estar ainda sonhando, esse caso não me sai da cabeça! Porra!
O senhor me conhece?!
Pensou rápido, embora ainda não estando certo se esta visita era realidade ou ainda parte do sonho.
Não. Mas seu rosto é bastante conhecido, senhor Sufixo de Bergens.
Sim, exatamente. Sou Alan Moonsfield, Sufixo. Preciso falar com o senhor, sr. Harper. O senhor pode me receber agora?
Entre, por favor. Aceita um martini?
Não bebo martini, obrigado. O senhor teria vinho tinto?
Com a taça na mão, Moonsfiel foi direto ao assunto, para a perplexidade de Elliot Harper.
Ouvi falar de seus serviços de adjetivação e eu preciso ser propriamente adjetivado.
Fale mais sobre isso.
Como o senhor deve saber, sou estudioso de culturas antigas e, assim, não me arrisco nos métodos modernos. O senhor fez um excelente trabalho de adjetivação na década de noventa. Gosto de seus métodos, considerados por alguns, atualmente, desatualizados, verdade... Mas não acredito nos métodos tecnológicos sempre manipulando seu consenso de maneira tão rápida e enjoativa. Gosto de métodos alternativos, com base na tradições mais clássicas. Mas você tem que ser muito discreto se se interessar pelo caso.
"Você tem que ser muito discreto". Era a mesma frase da Morfema! Aquela maldita que não me sai da cabeça.
Como posso ajudá-lo?
O senhor já sabe que sou Sufixo de Bergens. Um cargo de responsabilidade. Além disso, acabo de publicar aquele que considero a grande obra de minha vida, um livro sobre a gramática do sanscrito com base em meus estudos nas listas lexicais védicas, mais especificamente Dhatupatha e Ganapatha.
Lista? Santo caralho! Seriam estas as listas? Pensou Elliot.
Como o senhor deve saber, como Sufixo, trabalho com religião, língua e literatura, nos modelos da cultura védica, obviamente reinterpretando os estudos sobre a língua com base na lingüística moderna. Com pais imigrantes indianos, meu interesse pelo assunto veio da infância e dediquei, a esse tema, toda a minha vida. Um obra de fôlego, sem dúvida. Mas recentemente meu nome está sendo envolvido em grandes escândalos.
Não sei de nada. O senhor sufixo poderia ser um pouco mais claro?
Desconfio de vingança de minha esposa, agora separados não oficialmente. Devo confessar que soube, através da SFIX TV, que Jena Panigradi foi assassinada. Eu conheci Jena durante minha pós-graduação, dela também. Tivemos um romance. E assim começaram as crises em meu casamento. Minha esposa nunca me perdoou e ela tem me acusado de muitas coisas, espalhando distorções sobre minha vida. Temo que eu seja acusado de ter cometido este assassinato, seria uma grande vingança, e eu perderia meu cargo de Sufixo, coisa que ela muito deseja. E minha obra perderia sua credibilidade. Às vezes penso em me matar pensando nesta possibilidade. Preciso fazer alguma coisa para evitar, e assim pensei no senhor. Sei que o senhor passou por uma fase bastante difícil também, é assunto público; desculpa tocar no assunto. Uma grande crise... Assim, pensei que o senhor poderia me entender e me ajudar a evitar uma crise que seria fatal para mim. Não posso imaginar que toda a minha obra se perca em escândalos.
É sobre a sua esposa a questão? Quem é sua esposa, sr. Monosfield? Perguntou Harper escondendo um ar de ironia.
Prefiro não revelar sua identidade. Depois de nossa separação, ela tem se dedicado a uma vida, digamos, oculta. Esta é uma parte, de fato, delicada, de minha vida. Não é para tratar dela que venho aqui. Trata de me adjetivar propriamente. Como profissional.
A curiosidade de Harper ficou ainda maior. Quem é esta Morfema? E agora? Estou sendo procurado pelos dois para tarefas opostas? Como devo adjetivar propriamente este homem? Deveria aceitar um serviço duplo?
Sem secretária, dada a crise que estava passando, deveria abrir a porta ele mesmo. Em uma tentativa desesperada de não demonstrar que estava ensonado, arrumou os cabelos rapidamente e abriu a porta ainda entre o sonho e a realidade.
Alan Moonsfield?!
Devo estar ainda sonhando, esse caso não me sai da cabeça! Porra!
O senhor me conhece?!
Pensou rápido, embora ainda não estando certo se esta visita era realidade ou ainda parte do sonho.
Não. Mas seu rosto é bastante conhecido, senhor Sufixo de Bergens.
Sim, exatamente. Sou Alan Moonsfield, Sufixo. Preciso falar com o senhor, sr. Harper. O senhor pode me receber agora?
Entre, por favor. Aceita um martini?
Não bebo martini, obrigado. O senhor teria vinho tinto?
Com a taça na mão, Moonsfiel foi direto ao assunto, para a perplexidade de Elliot Harper.
Ouvi falar de seus serviços de adjetivação e eu preciso ser propriamente adjetivado.
Fale mais sobre isso.
Como o senhor deve saber, sou estudioso de culturas antigas e, assim, não me arrisco nos métodos modernos. O senhor fez um excelente trabalho de adjetivação na década de noventa. Gosto de seus métodos, considerados por alguns, atualmente, desatualizados, verdade... Mas não acredito nos métodos tecnológicos sempre manipulando seu consenso de maneira tão rápida e enjoativa. Gosto de métodos alternativos, com base na tradições mais clássicas. Mas você tem que ser muito discreto se se interessar pelo caso.
"Você tem que ser muito discreto". Era a mesma frase da Morfema! Aquela maldita que não me sai da cabeça.
Como posso ajudá-lo?
O senhor já sabe que sou Sufixo de Bergens. Um cargo de responsabilidade. Além disso, acabo de publicar aquele que considero a grande obra de minha vida, um livro sobre a gramática do sanscrito com base em meus estudos nas listas lexicais védicas, mais especificamente Dhatupatha e Ganapatha.
Lista? Santo caralho! Seriam estas as listas? Pensou Elliot.
Como o senhor deve saber, como Sufixo, trabalho com religião, língua e literatura, nos modelos da cultura védica, obviamente reinterpretando os estudos sobre a língua com base na lingüística moderna. Com pais imigrantes indianos, meu interesse pelo assunto veio da infância e dediquei, a esse tema, toda a minha vida. Um obra de fôlego, sem dúvida. Mas recentemente meu nome está sendo envolvido em grandes escândalos.
Não sei de nada. O senhor sufixo poderia ser um pouco mais claro?
Desconfio de vingança de minha esposa, agora separados não oficialmente. Devo confessar que soube, através da SFIX TV, que Jena Panigradi foi assassinada. Eu conheci Jena durante minha pós-graduação, dela também. Tivemos um romance. E assim começaram as crises em meu casamento. Minha esposa nunca me perdoou e ela tem me acusado de muitas coisas, espalhando distorções sobre minha vida. Temo que eu seja acusado de ter cometido este assassinato, seria uma grande vingança, e eu perderia meu cargo de Sufixo, coisa que ela muito deseja. E minha obra perderia sua credibilidade. Às vezes penso em me matar pensando nesta possibilidade. Preciso fazer alguma coisa para evitar, e assim pensei no senhor. Sei que o senhor passou por uma fase bastante difícil também, é assunto público; desculpa tocar no assunto. Uma grande crise... Assim, pensei que o senhor poderia me entender e me ajudar a evitar uma crise que seria fatal para mim. Não posso imaginar que toda a minha obra se perca em escândalos.
É sobre a sua esposa a questão? Quem é sua esposa, sr. Monosfield? Perguntou Harper escondendo um ar de ironia.
Prefiro não revelar sua identidade. Depois de nossa separação, ela tem se dedicado a uma vida, digamos, oculta. Esta é uma parte, de fato, delicada, de minha vida. Não é para tratar dela que venho aqui. Trata de me adjetivar propriamente. Como profissional.
A curiosidade de Harper ficou ainda maior. Quem é esta Morfema? E agora? Estou sendo procurado pelos dois para tarefas opostas? Como devo adjetivar propriamente este homem? Deveria aceitar um serviço duplo?


1 Comentários:
o Capítulo IX já está disponível.
Clique no link abaixo, para ler:
http://negrados.wordpress.com/2008/06/08/morrer-verbo-transitivo-capitulo-ix/
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