segunda-feira, julho 07, 2008

ANPOLL


A viagem para a ANPOLL foi muito boa e divertida, embora a gente tenha viajado 13 horas de ônibus durante duas noites seguidas. Aprendi nunca mais dizer “espero que X não aconteça", porque ACONTECE! A nova rodoviária é uma piada. Chegamos lá e não tinha nenhuma sinalização. Espera: estão colocando a sinalização! Só seguir os caras das placas. Ora, vejam! Parecia filme em que estão acabando de colocar o cenário. Não deu para comer na viagem de ida, porque tinha justo uma caravana religiosa imensa da cidade do Emerson entupindo o restaurante de estrada. Resultado: janta-se um pão de queijo frio. Mas deu para dormir bem. Chegamos. Vixe, espero que não me veja! Primeira frase mal formulada... Foi só gritos. Que horror! Detalhes não vou dar... Mas já olhei desconfiada se nada mesmo podia ser sustentado: vai que algo foi editado sem eu me dar conta no texto do Pará... Não é o caso. Que vá pro quinto dos infernos! O GT de Teoria da Gramática foi muito legal. Fazia tempo que eu não discutia sintaxe das línguas brasileiras em apresentação minha. Adorei. Que grupo delicioso. Voltei cheia de idéias para discutir vozes. Não sou louca que ouve vozes, não. Trata-se de voz inversa e voz antipassiva, sendo a primeira a questão do momento. Já estou até pesquiando mais no assunto. Tá bom... Uma passiva também não faz mal para ninguém... Espera aí. Não se trata de texto pornô, não. Falei vozes, lembra? Na volta, outra frase mal formulada: espero que o velhinho contador de causos não sente perto de mim. Do lado! Ou ele jogava sem parar palavras ao ar, ou dormia e caía em cima de mim com seus mais de 100 Kg. Não consegui dormir. A Verónica riu (convidei a Verónica para ir comigo até Goiás apresentar um texto e, ela sem saber onde era, aceitou), Emerson ficou por lá. Eu, em minha voz, discuti minhas favoritas vozes. Acho que vou melhorar o artigo e mandar pro IJAL. Valeu, Goiás, por onde demos uma passadinha! Coisa de ir num ônibus e voltar no outro. Só um pulinho!

Voltei porque esqueci de contar o final. Quando cheguei, fui tomar um banho. Tocou o celular. Ouvi o Dudu atendendo e dizendo: "ela não pode atender, não, porque foi tomar banho. Ela não toma banho desde que começou a viajar para Goiás".

2 Comentários:

Blogger Leo disse...

adorei a tua apresentação, filomena! adorei te ver de novo também! as antipassivas no blog foram só uma sugestão... hehehehe ;o)

7:36 PM  
Blogger Alexandre disse...

Dias atrás já tinha placa! Só que nada funciona ainda. Nada de caixa eletrônico, nada de as lanchonetes aceitarem cartão, nada de alguma coisa que preencha um espaço enorme. Tá todo mundo achando aquilo uma maravilha de beleza, mas acho que eu continuo desiludido com tanta incompetência arquitetônica (e tanta cópia do terminal Tietê em alguns aspectos, de modo que esses são os únicos pontos positivos...)

2:04 PM  

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