quinta-feira, agosto 13, 2009

Querido diário, foi na reunião da Linguistic Society of America de 1995 que conheci Ken Hale, pessoa que influenciou enormemente minha vida. Ele era o presidente da mesa onde apresentei a comunicação sobre a interface morfologia-sintaxe. Isso ocorreu em uma época em que eu estava bastante desacreditada de meu trabalho de doutorado, dados os desacordos com Daniel Everett. Ken Hale, um dos mais prestigiados linguistas dos Estados Unidos, fez uma menção honrosa ao meu trabalho frente a uma platéia de quase duzentas pessoas que haviam ido vê-lo falar sobre interface semântica-sintaxe. Ele me fez otimista de novo. Tenho que confessar que abandonar o trabalho sobre debucalização e sobre a língua pirahã, que eu realizava em Pittsburgh, não havia sido fácil como pode parecer depois de ver acima o bom resultado do novo trabalho. Não haveria bom resultado se não fosse pelo Ken Hale. Diante do seu incentivo, terminei o doutorado na Universidade de Pittsburgh no final do mesmo ano. Fui para o MIT, lá conheci um outro linguista, Michel DeGraff, que através de conceitos do gerativismo defendia uma outra visão para as línguas chamadas de contato, língua então vistas como línguas à parte para o estudo genético das línguas humana. O tempo passou. Ken Hale morreu. Nós outros, hoje, temos filhos. E eu oriento uma aluna a partir das idéias que aprendi com Michel, que me fascinaram, e ainda fascinam. E Michel veio à UNICAMP. Apresento o momento com as fotos abaixo.

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