Histórias do sertão do Brasil
Para aqueles que foram na festa da Eva, esta história já é velha, pulem. Mas fica aqui resgistrado para os outros leitores, anônimos ou não.
Estive no Mato Grosso há uma semana e meia. Encontrei várias pessoas da FUNAI e me disseram: soube que você visitou os Bororos recententemente. Eu disse que era verdade. Disseram: onde você ficou? Falei que fiquei em uma casa, nas margens do Rio São Lourenço, que é da FUNAI. Naquela construída na época do SPI, a moça perguntou? Não sei; era uma casa bonita, impressionante, velha, cheia de bichos na parede, em frente a umas ruínas. Daí, perguntaram se eu ouvira uns barulhos de coisas caindo na cozinha à noite. Eu disse: ouvi, tinha dois gatos malditos lá que iam procurar comida. Colocávamos os gatos para fora, mas eles entravam de novo por algum buraco. Mas no outro dia de manhã vocês pegavam algo no chão? Foi o que a moça queria saber. Não, respondi, só agora que você pergunta me toco que nunca lembrei de pegar nada no outro dia, e também nunca vi nada caído, talvez por isso não tenha lembrado. Pois, é, ela disse. É uma casa mal assombrada, onde ocorreram matanças de índios. A Casa fica mais ou menos dois km. da aldeia, local ideal para torturas. Dizem que todos que lá vão ouvem o barulho e ninguém consegue dormir no quarto do meio, porque a cabeça fica confuza quando alguém senta na cama do fantasma. Não dormi lá porque minha rede não serviu no vão da rede. Não iria dormir em cama que não sei de quem é. Mas, de fato, sentei na cama do fantasma em uma noite, e minha cabeça, na maioria das vezes, tão racional, ficou, mesmo, em estado sem explicação. Se existe fantasma, não sei, e nem vou saber. Mas a história é boa.
Estive no Mato Grosso há uma semana e meia. Encontrei várias pessoas da FUNAI e me disseram: soube que você visitou os Bororos recententemente. Eu disse que era verdade. Disseram: onde você ficou? Falei que fiquei em uma casa, nas margens do Rio São Lourenço, que é da FUNAI. Naquela construída na época do SPI, a moça perguntou? Não sei; era uma casa bonita, impressionante, velha, cheia de bichos na parede, em frente a umas ruínas. Daí, perguntaram se eu ouvira uns barulhos de coisas caindo na cozinha à noite. Eu disse: ouvi, tinha dois gatos malditos lá que iam procurar comida. Colocávamos os gatos para fora, mas eles entravam de novo por algum buraco. Mas no outro dia de manhã vocês pegavam algo no chão? Foi o que a moça queria saber. Não, respondi, só agora que você pergunta me toco que nunca lembrei de pegar nada no outro dia, e também nunca vi nada caído, talvez por isso não tenha lembrado. Pois, é, ela disse. É uma casa mal assombrada, onde ocorreram matanças de índios. A Casa fica mais ou menos dois km. da aldeia, local ideal para torturas. Dizem que todos que lá vão ouvem o barulho e ninguém consegue dormir no quarto do meio, porque a cabeça fica confuza quando alguém senta na cama do fantasma. Não dormi lá porque minha rede não serviu no vão da rede. Não iria dormir em cama que não sei de quem é. Mas, de fato, sentei na cama do fantasma em uma noite, e minha cabeça, na maioria das vezes, tão racional, ficou, mesmo, em estado sem explicação. Se existe fantasma, não sei, e nem vou saber. Mas a história é boa.


1 Comentários:
A história já é conhecida mas vale a pena ver de novo! (sic)
Desculpe pela insegurança. Acho que já passou. Vocês vão para os kadiwéus? Quando?
Ah, e eu que peço desculpas por sábado, pela falta de jeito &)
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial