sábado, abril 16, 2005

Cheiro de terra ao sol

Meu amor
eu queria hoje escrever-te
um poema simples,
de sentimento com saber de sol.
Inteiro e cheio de cor de terra molhada,
discurso perfeito que não se abala.

Mas o simples
é deixar as vidas trancadas,
para sempre enterradas em um buraco de terra ao ardor do sol.
Porque nenhuma cor é mais escura que daquela fenda seca,
onde tua ira está perdida,
em que te transformas em nada.

Simples agora
é o simples dizer que não te quero.
E concluir que nenhuma ausência
pode ser tão funda e escura que a tua.
Onde estás sentimento de amor?
Não és agora mais que pó ao vento.

1 Comentários:

Blogger filomena disse...

Seria tão bom se os poemas declarassem apenas coisas verdadeiras.

7:58 PM  

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