quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Brokeback Mountain

Hoje eu o Ro fomos assistir Brokeback Montain. Que lindo! Queria ter um sentimento destes por uma vida. Essas coisas acontecem sem que a gente queira. Simplesmente. Não tive o amor de uma vida inteira. Mas ainda dá para dizer com Adélia Prado sobre um certo amor calado :

Divago, quando o que quero é só dizer te amo. Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrele fazendo o que sei, o ouvido no teu peito pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto: “Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”. Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.

1 Comentários:

Blogger Gigi disse...

Nháááááá, aqui ninguém quis ver o filme comigo!! :(

1:58 AM  

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