quinta-feira, março 25, 2010

Para o Zé

Faz um tempão que não venho aqui. É que para vir aqui, há de se ter alguma vontade de poesia. Deu vontade de escrever para o Zé ou para o Jonathan (Adélia Prado).


Bilhete Em Papel Rosa


Ao meu amado secreto, Castro Alves.


Quantas loucuras fiz por teu amor, Antônio.
Vê estas olheiras dramáticas,
este poema roubado:
"o cinamomo floresce
em frente do teu postigo.
Cada flor murcha que desce,
morro de sonhar contigo."
Ó bardo, eu estou tão fraca
e teu cabelo é tão negro,
eu vivo tão perturbada,
pensando com tanta força
meu pensamento de amor,
que já nem sinto mais fome,
o sono fugiu de mim. Me dão mingaus,
caldos quentes, me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa do teu bigode atrevido,
a tua boca de brasa, Antônio, as nossas vidas ligadas
Antônio lindo, meu bem,
ó meu amor adorado,
Antônio, Antônio.
Para sempre tua.

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial