de um certo Caetano
Súbito estado de tranquilidade: o silêncio no olho do furacão - onde não venta, onde as coisas expõem o que lhes cabe de eternidade. Tudo parece morto, tudo parece estranhamente vivo. Tudo quieto como numa natureza morta de van Gogh. Amor, sexo, perversão, desejo, destino: "Onde esta a alma?", pergunta o corpo atormentado. O que é a alma? A alma existe ou é efeito de um intelecto muito fértil que a inventa para nomear suas angústias e paixões sempre inexplicáveis? Não sabe. Agora, no olho do furacão, diria que sim, que existe a alma - e achando muito pouco dizer isto, imagina o corpo como um filtro de uma energia muito forte (a vida?) que por ele se depura - e perdura. Talvez viver seja ir inventando uma alma - ou da alma ir se inventando neste corpo, consciências que aderem à vida para mantê-la...


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