Philomela
Aprendi algo legal no site do IEL, trabalhos de alunos. O mito grego de Philomela/Philomena (por assimilação da nasal). A Philomela transou com o cunhado, coisa absolutamente condenável. Com medo que ela contasse, o homem cortou a língua dela. Mas ela acabou revelando tudo através da arte. No final os deuses transformam Philomela em rouxinol.
Deste mito, o rouxinol passou a ser chamado na poesia de "philomela". Conta a lenda do rouxinol que estes pássaros desafiam um ao outro para produzir o canto mais bonito: aquele que perde, cai morto do galho. Assim, para os poetas, o rouxinol passou a ser símbolo do amor, mas apresenta um íntimo laço entre o amor e a morte. Um bom exemplo se encontra na cena 5 do 3º ato da obra de William Shakespeare, Romeu e Julieta, em que os amantes na noite que finda ouvem o canto de um pássaro que, caso seja a cotovia, anuncia a separação deles e que continuarão vivos; porém, se for o canto do rouxinol, eles ficarão juntos e morrerão por esse amor.
A expressão pássaro de seda com cheiro de jasmim (Gilberto Gil) é uma reminiscência da idéia medieval que associava o rouxinol ao mundo onírico do amor cortês.
"Joguei no céu o meu anzol / Pra pescar o Sol / Mas tudo que eu pesquei / Foi um rouxinol / Foi um rouxinol / Levei-o para casa / Tratei da sua asa / Ele ficou bom / Fez até um som / Ling, ling, leng / Ling, ling, leng ling / Cantando um rock com um toque diferente / Dizendo que era um rock do Oriente pra mim / Depois foi embora / Na boca da aurora / Pássaro de seda / Com cheiro de jasmim / Cheiro de jasmim."
Gilberto Gil.
Acho que cabe aqui, agora, um Monólogo da philomela (i.e. do rouxinol). Não é? Mas sem língua?
Falando nisso, o Monólogo da Cigarra foi para o meu perfil do orkut, temporariamente, a pedido do Renato, que acha que tenho uma veia litarária :).
Deste mito, o rouxinol passou a ser chamado na poesia de "philomela". Conta a lenda do rouxinol que estes pássaros desafiam um ao outro para produzir o canto mais bonito: aquele que perde, cai morto do galho. Assim, para os poetas, o rouxinol passou a ser símbolo do amor, mas apresenta um íntimo laço entre o amor e a morte. Um bom exemplo se encontra na cena 5 do 3º ato da obra de William Shakespeare, Romeu e Julieta, em que os amantes na noite que finda ouvem o canto de um pássaro que, caso seja a cotovia, anuncia a separação deles e que continuarão vivos; porém, se for o canto do rouxinol, eles ficarão juntos e morrerão por esse amor.
A expressão pássaro de seda com cheiro de jasmim (Gilberto Gil) é uma reminiscência da idéia medieval que associava o rouxinol ao mundo onírico do amor cortês.
"Joguei no céu o meu anzol / Pra pescar o Sol / Mas tudo que eu pesquei / Foi um rouxinol / Foi um rouxinol / Levei-o para casa / Tratei da sua asa / Ele ficou bom / Fez até um som / Ling, ling, leng / Ling, ling, leng ling / Cantando um rock com um toque diferente / Dizendo que era um rock do Oriente pra mim / Depois foi embora / Na boca da aurora / Pássaro de seda / Com cheiro de jasmim / Cheiro de jasmim."
Gilberto Gil.
Acho que cabe aqui, agora, um Monólogo da philomela (i.e. do rouxinol). Não é? Mas sem língua?
Falando nisso, o Monólogo da Cigarra foi para o meu perfil do orkut, temporariamente, a pedido do Renato, que acha que tenho uma veia litarária :).


3 Comentários:
Engraçado, parece que você é marcada pelo canto e pela morte. Explico: dizem por aqui que a cigarra canta até se explodir e no seu post a rouxinol faz um duelo de cantos, onde um dos lados morre. Interessante.
Antes de recorrer a um psicanalista, gostaria de pensar em influências, o que explica parcialmente. Você parece ter lido bastante Hilda Hilst, que é uma apaixonada pelo tema morte, além do mais dedicou um livro só a isso: "Da morte odes mínimas". Me parece também que li em algum lugar (ou li algo que me deu a entender) que você gosta de Clarice Lispector, outra autora que tem fixação pela morte, ainda que isso apareça de forma mais sutil em sua obra. Acredito que seja apenas uma questão de influências, ou como diriam alguns intertextualidade. Se esta explicação tiver alguma valia, nos falta saber de onde vem o tema "canto" ou música que está presente em seus textos. Uma boa explicação por influência, caso você realmente goste, é a própria Clarice que utiliza muitas imagens, nas quais recorre a música.
De fato amo Clarice e a leio demais. Quanto a Hilda, gosto, mas li pouco. A influência deve ser mesmo de Clarice, mas gosto tem alguma explicação, não é? Essa ainda fica no mistério.
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial