Monólogo da Cigarra again, participação especial de Sanderson
Minha viagem pra Brasília foi uma frustração: concurso cancelado. Mas, por outro lado, muito interessante: fez entender que o monólogo não acabou não.
O meu amigo Sanderson fez pesquisa com biólogo e descobriu que meu monólogo estava furado. Precisa revisar....A revisão não será ainda agora, mas apenas a advertência de que ele voltará. Então melhor lembrar como acabava (post de outubro, 2005):
A cigarra “ouve um canto:
Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d'lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Ah, entendo agora, diz a cigarra. A alma morre. Isso é amor. Melhor matar o corpo, então, pois a alma está morta antes dele.
Ela pensa em seu amado, que acredita para sempre enterrado em um buraco de terra ao ardor do sol. Ela grita com saudade para com ele finalmente se acasalar:
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!”
Pois é, a cigarra vai procurar seu amado, pronta para morrer. Para aceitar e gritar cantando seu amor até a morte. Aceita morrer por um grande amor. Acredita que esse amor vai lhe custar a vida, mas acha que vale! A alma já está morta afinal.
Mas, lembrem que a cigarra já havia encontrado vários amores e nunca morria, e não entendia o porquê. Ela pensava que não havia encontrado o verdadeiro amor para se acasalar. Se encontrasse, pronto! Aceitou morrer por amor...
Oras, segundo a pesquisa do Sanderson, a cigarra não morre durante sua vida fértil! Ela não morre por isso e nada a ver com amor; vejam que decepção! Quem morre é o cigarro, como já havia notado e previsto a sábia, vidente, cartomante e guru Gigi, observação amplamente comentada por Hirinamyry, também em outubro de 2005. A cigarra segue sempre, amando ou não.
Sanderson descobriu que é o cigarro quem morre no amor. E mesmo sem o amor: ele explode cantando se não consegue se acasalar... Tem destino pior que o rouxinol, pobre Philomel.
Vejam só, a cigarra não morreu! Obaaa!
Então, ela há de voltar no último capítulo de Os beijos que sonhei pra minha boca... De vida nova!
O meu amigo Sanderson fez pesquisa com biólogo e descobriu que meu monólogo estava furado. Precisa revisar....A revisão não será ainda agora, mas apenas a advertência de que ele voltará. Então melhor lembrar como acabava (post de outubro, 2005):
A cigarra “ouve um canto:
Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d'lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Ah, entendo agora, diz a cigarra. A alma morre. Isso é amor. Melhor matar o corpo, então, pois a alma está morta antes dele.
Ela pensa em seu amado, que acredita para sempre enterrado em um buraco de terra ao ardor do sol. Ela grita com saudade para com ele finalmente se acasalar:
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!”
Pois é, a cigarra vai procurar seu amado, pronta para morrer. Para aceitar e gritar cantando seu amor até a morte. Aceita morrer por um grande amor. Acredita que esse amor vai lhe custar a vida, mas acha que vale! A alma já está morta afinal.
Mas, lembrem que a cigarra já havia encontrado vários amores e nunca morria, e não entendia o porquê. Ela pensava que não havia encontrado o verdadeiro amor para se acasalar. Se encontrasse, pronto! Aceitou morrer por amor...
Oras, segundo a pesquisa do Sanderson, a cigarra não morre durante sua vida fértil! Ela não morre por isso e nada a ver com amor; vejam que decepção! Quem morre é o cigarro, como já havia notado e previsto a sábia, vidente, cartomante e guru Gigi, observação amplamente comentada por Hirinamyry, também em outubro de 2005. A cigarra segue sempre, amando ou não.
Sanderson descobriu que é o cigarro quem morre no amor. E mesmo sem o amor: ele explode cantando se não consegue se acasalar... Tem destino pior que o rouxinol, pobre Philomel.
Vejam só, a cigarra não morreu! Obaaa!
Então, ela há de voltar no último capítulo de Os beijos que sonhei pra minha boca... De vida nova!


2 Comentários:
A cigarra é assassina... eu tenho medo dela!
:D
Passei hj no IEL e vi seu carro (amassadinho, tadinho), passei na sua sala mas não te achei! Tudo bem, conversamos outra hora. :)
Aha! Bem que eu imaginei. O pobre do cigarro ia acabar tendo que expiar as dores de meio mundo... tsc,tsc... mas para os propósitos da novela, o pobre coitado pode ser considerado novo sujeito de uma música temática, se é possível valorizar seu agonizante grito por amor (Schrei nach Liebe). É só perguntar pra Eva, daí conseguimos a trilha sonora...
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