Falácia e fato digno de nota
Um filósofo que não lembro o nome disse que um fato existe de acordo com sua memória (ou disse algo que entendi deste modo). Assim, um fato não é puntual, ele existe enquanto existe a memória dele. Daí fiquei pensando nos fatos dos loucos, fatos sem existência no mundo do chamado real dos não-considerados-loucos. Têm uma memória, a memória dos loucos. Isto é, mesmo que não tenha ocorrido nada, os loucos têm uma memória de fatos inventados e acreditam nele. Ora, se há memória, segundo o raciocínio da memória como fato, existe, portanto, o fato. Fiquei ainda pensando na existência de palavras como fato. Acho que poderiam ser ponderadas pelo impacto no interlocutor, da memória deles de tais palavras. Chego, assim, às palavras de blogs. Não têm interlocutor. Não existem, portanto.
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Mas gostaria de registrar um fato digno de ser fato, isto é, digno de memória eterna de palavras recebidas e apreciadas e bem impactadas. Na verdade, esse blog até já registrou o fato (abril de 2007), mas com menor impacto; menor existência, portanto. Virei musa de uma música. A música já foi aqui publicada, mas eu não sabia que a música ganhou o nome de Filomena (essa mesmo que escreve). Fato que o nome era meio óbvio, mas eu não sabia e assim não existia, uma vez que não estava na minha memória o nome porque eu não sabia de fato.
Filomena
Filomena nena nenaná
Filó
Fulô de campo
Caiapó
Na cidade dos meus sonhos
Sua
O bosque mata tropical
Sobre a Ponte Preta cresce
A lua
Barão Geraldo em geral
É onde eu vou
Pra encontrar
Essa mãe negra
E falar
Como esse povo bom
Me ensinou
Dentes quadrados na boca
Sempre apodrecem
Bom, eu não sou, de fato, nem negra e nem índia caiapó, mas a licença poética tudo permite. E ser musa de música é fato digno de memória. Fato mesmo, digno de nota. Amei ser musa!
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Mas gostaria de registrar um fato digno de ser fato, isto é, digno de memória eterna de palavras recebidas e apreciadas e bem impactadas. Na verdade, esse blog até já registrou o fato (abril de 2007), mas com menor impacto; menor existência, portanto. Virei musa de uma música. A música já foi aqui publicada, mas eu não sabia que a música ganhou o nome de Filomena (essa mesmo que escreve). Fato que o nome era meio óbvio, mas eu não sabia e assim não existia, uma vez que não estava na minha memória o nome porque eu não sabia de fato.
Filomena
Filomena nena nenaná
Filó
Fulô de campo
Caiapó
Na cidade dos meus sonhos
Sua
O bosque mata tropical
Sobre a Ponte Preta cresce
A lua
Barão Geraldo em geral
É onde eu vou
Pra encontrar
Essa mãe negra
E falar
Como esse povo bom
Me ensinou
Dentes quadrados na boca
Sempre apodrecem
Bom, eu não sou, de fato, nem negra e nem índia caiapó, mas a licença poética tudo permite. E ser musa de música é fato digno de memória. Fato mesmo, digno de nota. Amei ser musa!


2 Comentários:
Vixiii...esse negócio de fato sobre fato...estranho...mas de fato faz sen tido...eu acho...
Bom, eu avisei que o argumento era falacioso.
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