quarta-feira, julho 30, 2008

Momento de sentir um vazio. O nada toma conta e nessas horas fico só razão. Não gosto de quando sinto uma ausência de meu contato com o mundo, e tudo funciona na logicidade. Vazio e ausência de mim mesma. Não gosto. Dormente. Falta um sentimento de Jonathan. Adélia Prado pôs em cena essa sombra materializada, chamando-a de Jonathan, Jonathan, quem quer que seja, nele, ao seu modo, residem a promessa e a fuga, a realização e o desejo, bem como toda possibilidade de buscar. É o cheio. Ele reside na memória, só nela, aquela que levo eternamente.

Poema começado do fim

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse voce é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.

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