jemaanaGa forever
Hoje recebi um comentário de um post de 2005. É engraçado ver posts tão antigos serem comentados. Mr. Kiriyama-sama, agradeço o comentário e o elogio. E neste caso, deste post, ainda vale a atualidade, uma vez que no domingo recebi um recado que a idéia pode virar parte de uma peça de teatro do Lume (Núcleo de Teatro da UNICAMP). É kadiwéu em diálogo com Hamlet:
Patrik: Filó!!!
Tudo bem contigo?
Eu aqui na labuta... rsrsrs...
Tivemos uma pira olímpica ontem e acabamos criando um personagem, a mãe de Hamlet, que vai se chamar inemataGawa!!!
Filosofia Guaikurú
Dizem que só é possível filosofar em alemão. Bom, para filosofar sobre o amor certamente não pode ser alemão, há de ser Kadiwéu. Em Kadiwéu há um processo gramatical de demoção do objeto, que se chama antipassivização. Há três níveis de antipassivização. Vamos ver o que ocorre com o verbo amar. Ee aqaami Gademaani. Temos um amor transitivo. Ee aqaami jemaataGawa. O objeto do amor fica dativizado e portanto não é mais afetado pelo amor. Mas pelo verbo ser ainda ativo, ainda há uma chance, o sujeito ainda ativo está se reaproximando. No outro estágio, ee aqaami inemaataGawa, o objeto do amor não está mais no campo de visão, é uma amor distante e sujeito passa a ser inativo. Finalmente, há uma intransitivização completa do amor, ee jemaanaGa. Apesar de significar amar muito, não há mais objeto do verbo amar.
Há ainda o verbo fumar, ee japikoGo. Se transitivizado de forma inativa, torna-se beijar. Mas se não transitivizado, continuando em sua forma ativa, pode-se fumar os beijos perdidos do amor antipassivizado.
Se alguém conhecer uma língua mais linda, pode me contar. Eu estou feliz com a minha, que tem tanta poesia na sua gramática.
postado por filomena às 7:44 AM
1 Comentários:
Kiriyama-sama disse...
Sua sensibilidade é linda :)
Patrik: Filó!!!
Tudo bem contigo?
Eu aqui na labuta... rsrsrs...
Tivemos uma pira olímpica ontem e acabamos criando um personagem, a mãe de Hamlet, que vai se chamar inemataGawa!!!
Filosofia Guaikurú
Dizem que só é possível filosofar em alemão. Bom, para filosofar sobre o amor certamente não pode ser alemão, há de ser Kadiwéu. Em Kadiwéu há um processo gramatical de demoção do objeto, que se chama antipassivização. Há três níveis de antipassivização. Vamos ver o que ocorre com o verbo amar. Ee aqaami Gademaani. Temos um amor transitivo. Ee aqaami jemaataGawa. O objeto do amor fica dativizado e portanto não é mais afetado pelo amor. Mas pelo verbo ser ainda ativo, ainda há uma chance, o sujeito ainda ativo está se reaproximando. No outro estágio, ee aqaami inemaataGawa, o objeto do amor não está mais no campo de visão, é uma amor distante e sujeito passa a ser inativo. Finalmente, há uma intransitivização completa do amor, ee jemaanaGa. Apesar de significar amar muito, não há mais objeto do verbo amar.
Há ainda o verbo fumar, ee japikoGo. Se transitivizado de forma inativa, torna-se beijar. Mas se não transitivizado, continuando em sua forma ativa, pode-se fumar os beijos perdidos do amor antipassivizado.
Se alguém conhecer uma língua mais linda, pode me contar. Eu estou feliz com a minha, que tem tanta poesia na sua gramática.
postado por filomena às 7:44 AM
1 Comentários:
Kiriyama-sama disse...
Sua sensibilidade é linda :)


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