quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A Julia ainda não operou. Pelo menos isso me permitiu o carnaval. Que é muito bom em Barão Geraldo. Gostei mesmo! Estava muito feliz, verdade que um pouco alcoolizada (acho que nem tanto, né Jaq?).

Pós-carnaval, o ano de 2008 começa. Infelizmente com uma notícia triste vinda do Hirinamyry. Eloise Jelinek morreu. Conheci Eloise na LSA de 1995, pouco antes de conhecer Ken Hale. Foi Eloise quem me apresentou Ken. Ela disse para ele, no intervalo, que tinha conhecido uma menina que ela havia gostado muito no café e que entregava na confiança dele. Eu estava escrevendo uma tese sobre línguas polissintéticas e ela me falou tomando um cafézinho sobre argumentos pronominais, sobre o recém então nascido v-zinho, sobre ergatividade, sobre hierarquia de pessoa. Me soprou um monte de idéias, me apresentou Ken para eu continuar pensando sobre tudo isso. Ambos já morreram. Mas eu de fato continuei pensando sobre tudo isso. E passei para frente também. As pessoas morrem, mas suas idéias ficam, tomando novas formas e se juntando a mais idéias em outras cabeças. É mera ilusão que a vida acaba.

2 Comentários:

Blogger Jaq Souza disse...

alcool?? nada disso...só bebemos suco de frutas!

11:17 PM  
Blogger Alexandre disse...

Poxa, ainda acho tudo muito triste... li mesmo sobre como ela e o Ken Hale pensavam parecido sobre muita coisa, e daí me entristeci concluindo que eu nunca terei a chance de conhecer essas duas pessoas fantásticas...
Mas o seu argumento de continuidade é um ponto muito crucial: se algum dia eu puder pensar nessas idéias também, de algum modo estarei me ligando a essa ilustre linhagem, e os momentos inauguradores como a reunião da LSA de 95 serão retomados na memória do espaço-tempo. E reviver as pessoas fantásticas é muito empolgante, só de pensar nessa possibilidade...

10:54 PM  

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