terça-feira, julho 24, 2007
Quando eu morava nos EUA, eu tinha saudades do céu brasileiro, bem alto e cheio de brilho de estrelas. Um dia consegui voltar. Mas depois disso, uma tristeza tão grande me pegou que eu me sentia dentro de um buraco escuro e não conseguia mais ver a luz de nada, nem das estrelas. Só tinha medo do escuro. Escuro. Uma noite um amigo disse que não era para ter medo. Falou para eu fechar os olhos e segurar a mão dele. Abriu a porta e falou para eu abrir os olhos olhando para o céu. Eu fiz isso, esperando ver estrelas simplesmente. Eu abri e vi um céu nublado. Não sei da dureza das nuvens baixas escondendo algumas estrelas tentando aparecer no meio delas. Mas sei que, nesse momento, eu vi que o brilho está na gente mesmo. Eu ganhei força e os momentos mais difíceis encontrados a partir desse dia foram mais fáceis de levar. Desculpa amigo, se ler, de compartilhar essa história com tanta gente. É que eu preciso ganhar forças para um momento que eu não estou suportando mais. Estou aguardando a médica ligar para saber se a Julia faz a intervenção do coração finalmente. Estou fraca e preciso lembrar de onde vem a luz...
segunda-feira, julho 23, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
Florbela oferece ao seu pai e irmão, segundo a lenda
A Vida e a Morte
O que é a vida e a morte
Aquella infernal enimiga
A vida é o sorriso
E a morte da vida a guarida
A morte tem os desgostos
A vida tem os felises
A cova tem as tristezas
I a vida tem as raizes
A vida e a morte são
O sorriso lisongeiro
E o amor tem o navio
E o navio o marinheiro
Auctora Florbella Espanca
Em 11-11-903
Com 8 annos d'Idade
O que é a vida e a morte
Aquella infernal enimiga
A vida é o sorriso
E a morte da vida a guarida
A morte tem os desgostos
A vida tem os felises
A cova tem as tristezas
I a vida tem as raizes
A vida e a morte são
O sorriso lisongeiro
E o amor tem o navio
E o navio o marinheiro
Auctora Florbella Espanca
Em 11-11-903
Com 8 annos d'Idade
quinta-feira, julho 12, 2007
Fim de relatos, de resto só me ouvindo...
"We'll always have Paris", whatever and wherever that is... "
Mas melhor ainda saber que Barão Geraldo está sempre aqui com as pessoas que eu gosto, na minha vidinha alternativa (sem graça? há! ) da Terra do Nunca.
Tem gente que é arvore, eu acabei criando raízes que podem se soltar só quando a vontade vem.
segunda-feira, julho 09, 2007
domingo, julho 08, 2007
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam,
clamam fugazes
Olhos que se entregam, ilegais
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam,
clamam fugazes
Olhos que se entregam, ilegais
Paris
Há mais de dez anos que eu não ia à Paris. Mudou, sim. Hoje todo mundo fala inglês, não existe mais aquela resistência àquela língua. E as lojas americanas abundam. Mas é ainda Paris, com toda a sua beleza e... gente! Que multidão. Mas adoro a torre de Babel e adoro não poder processar as palavras ao chegar em um lugar novo e me sentir perdida, para em alguns dias começar a falar a língua e entender os lugares. Adoro. Ao sair, já podia tirar a ferrugem de meu francês esquecido e travar pequenas conversações em francês. Que delícia.
A torre romântica está na verdade um inferno. Pedi para sair no segundo andar. Odeio multidões me apertando, odeio altura e odeio frio. Terrorismo e a torre lembra disso com seus inúmeros soldados de metralhadora embaixo dela. Tudo junto, inferno. Nem pensei em usar meu francês, não, nessa altura. Em inglês, pedi socorro ao guarda para abrir a trava de segurança e me tirar de lá. Guardo apenas o ticket não usado para entrar no topo no bolso do meu casaco.
Ainda no Porto. Pedi uma passagem de trem para Lisboa. O homem disse "a estrangeira está aprendendo bem o português!". O que? Passei a minha vida inteira aprendendo essa porra!
Tá bom, tá bom, como pointed out o Rafael, eu falo brasilês e estava aprendendo o português. Aceito o argumento.
Um brinde de vinho do porto, na visão já perturbada do fotógrafo.
sábado, julho 07, 2007
Chegamos em Portugal, Lisboa, no dia 24 de junho. A Bernadete disse “a imigração tá bem dura, veja lá o que vai falar, Filomena”. “Que é isso Bernadete? Eu não falo bobagem não. Acostumada, que é isso?” Pois bem, cheguei com o maior sono porque para mim era meio da madrugada. O cara perguntou para a Bernadete o porquê de o português brasileiro ser parecido com o português clássico e o europeu ter mudado. Uau, polícia especialista!!! Duro mesmo! Na alfândega, o cara perguntou onde eu estava indo. Eu disse que congresso em Braga. “Cgress d?” Não entendi. Pensei “deve ser das malas, alfândega, né”. Respondi “a mala é de mão... essa é minha e essa é dela”. Mas era “congresso de?”. Malditas vogais engolidas e eu estava indo falar delas!! Primeira bobagem! Já na entrada...
Bom, eu cheguei com o maior sono e passei a dormir em qualquer lugar que eu pudesse encostar. Com esse sono, fomos passear na praça de Braga antes do coquetel. Coloquei roupa preta e as velhas olhavam para mim com cara de bravas. Acho que pensaram que eu era Emo. Sei lá! Tinha uns índios das terras altas sul-americanas tocando com roupas de índios americanos. Que bizarro! E uma fanfarra ridícula com os caras tocando em estado alfa. Que horror! Odiei Braga. Mas o coquetel estava bom, mas comi doces demais. Dormi finalmente.
Foi difícil interpretar as estatísticas para o trabalho. E a gente levou um Apple para acabar a apresentação lá. Perdemos tudo. Mas consegui refazer, pois naquela altura, já sabia mais que decor cada palavra. A apresentação correu bem. Ufa!
Bebe-se demais em Portugal, e eu tomei 4 taças de vinho verde no almoço pós-apresentação. Merecia... Resultado, dormi falando com o Andrew e a Gigi na última fila de cadeiras. Quem mandou eu encostar a cabeça na parede?
Bom, eu cheguei com o maior sono e passei a dormir em qualquer lugar que eu pudesse encostar. Com esse sono, fomos passear na praça de Braga antes do coquetel. Coloquei roupa preta e as velhas olhavam para mim com cara de bravas. Acho que pensaram que eu era Emo. Sei lá! Tinha uns índios das terras altas sul-americanas tocando com roupas de índios americanos. Que bizarro! E uma fanfarra ridícula com os caras tocando em estado alfa. Que horror! Odiei Braga. Mas o coquetel estava bom, mas comi doces demais. Dormi finalmente.
Foi difícil interpretar as estatísticas para o trabalho. E a gente levou um Apple para acabar a apresentação lá. Perdemos tudo. Mas consegui refazer, pois naquela altura, já sabia mais que decor cada palavra. A apresentação correu bem. Ufa!
Bebe-se demais em Portugal, e eu tomei 4 taças de vinho verde no almoço pós-apresentação. Merecia... Resultado, dormi falando com o Andrew e a Gigi na última fila de cadeiras. Quem mandou eu encostar a cabeça na parede?
Fim do trabalho e de dormir. Mas as fotos aqui provam que eu não era a única a pegar uma soneca em qualquer canto. De beber em Portugal era só o começo. Eita manguaça! No próximo post começam as férias... As fotos acima são do trem indo para Porto e da estação de ônibus para voltar do Porto. O Porto é bem perto de Braga e eu só pensava em sair de Braga. Assim, pós soneca, fomos beber vinho do porto no Porto. O Andrew queria Back, Man! Mas a gente convenceu ele que era melhor deixar dessa e ir beber mais. Fomos e dormimos!
quinta-feira, julho 05, 2007
Je suis arrivée

Cheguei! O itaypehoe continua devendo a cobertura completa. Mas ainda não tive tempo de escrever nem uma linha. Viagem muito ocupada!!! Mas umas fotinhos pode...
1) Eu e meu gato português (olha bem que tem um gato no meu colo, sim!)
2) Prova de sobriedade fazendo o número 841 depois de beber 8 shots (um que continha absinto) e uma sangria, na noite de Lisboa (coisa da minha cartomante e guru Gigi, que deu conselhos duros para Tânia Paloma, e deixou a pobre bem bêbada sem vomitar!!!; como eu disse coisas de gente sobrenatural como tem que ser os ou as gurus).


