sexta-feira, abril 28, 2006

O tempo não passa

Estou aqui no IEL, sexta-feira 17:30, há uma hora tentando imprimir 8 páginas. Dá para acreditar? Isso me faz lembrar do Péricles (acho que era este o nome): quando eu era aluna de graduação, este aluno de doutorado quebrou os computadores do IEL porque nada funcionava. Nem sei quantos anos se passaram, e tudo continua o mesmo...

Bom, aproveito o tema do tempo para confirmar o que me disseram já tantas vezes. Assumo: o tempo não passa para mim!! Não viro adulta nunca. Não sei amadurecer. Sei lá o porquê. Merda...

MERDA, MERDA!!!

sábado, abril 22, 2006

FICÇÃO E REALIDADE

"...o nosso conhecimento do passado é um empreendimento necessariamente desconexo, cheio de lacunas e de incertezas, alicerçado em fragmentos e ruínas".

Carlo Ginzburg

Longe de ser produto puramente do imaginário, o pano de fundo de uma obra de ficção costuma ser uma história "real".

Mas, o que é o real? Ora, as representações e a subjetividade fazem parte da "realidade" e o real, em determinadas circunstâncias, coincide com o irreal. Deste modo, documentos escritos são percebidos como autênticos ou falsos dependendo do imaginário do leitor.

O historiador Carlo Ginzburg destaca que não existe incompatibilidade evidente entre conjecturas e narrativa histórica. Para ele, o emaranhado de verdades e possibilidades está no centro das elaborações artísticas: para se escrever a história de homens e mulheres há de se conjugar erudição e imaginação, provas e possibilidades.

Todo esse papo erudito só para notar que em "Os beijos que sonhei para minha boca" é quase impossível separar o universo psicológico dos personagens dos aspectos históricos. Os autores recuperam símbolos, utopias, mitos, anseios e os sentimentos com origem na realidade. Inquestionável.

No entanto, é importante e urgente informar: "Os beijos que sonhei para minha boca" é uma obra de ficção e deve ser separada da realidade. Qualquer semelhança com a realidade física é mera coincidência e não tem seu lugar na realidade.

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Não percam em breve o último capítulo desta novela, afinal este blog espera divertir leitores freqüentes com uma estória de folhetim.

terça-feira, abril 18, 2006

Daspu

Em ensaio na revista Veja, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo declara admiração pela grife Daspu. Eu gostei da camiseta:

As mulheres boas vão para o céu, as mulheres más vão para qualquer lugar.
Feliz aniversário para mim e pra você. Feliz aniversário Ju!!!

quinta-feira, abril 13, 2006

Já postei?

Ei, já postei o poema tema de Os beijos que sonhei pra minha boca? Acho que não, né! Ai vai:

Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...

Florbela Espanca

Conclusão de uma conversa no carro

Em face dos últimos acontecimentos

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
que o nosso avô português?

Oh! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso ao teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculo
se à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, abril 11, 2006

Minha vida está agora dividida em dois tempos: - "antes das chuvas" e "depois das chuvas". É um corte tão fundo, e tão violento, e tão sem piedade. Quando digo "antes das chuvas", estou falando de um outro mundo, de outro idioma, de outra encarnação e, mesmo de outras chuvas. Tanta coisa morreu com o desabamento. Inclusive eu próprio. Não pensem que não morri também. Como poderia eu brotar, intacto, da catástrofe? (RODRIGUES, 1996, p. 36/7)

domingo, abril 09, 2006

Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão é ate da morte!

Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!

E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisá-as toda a gente!

Florbela Espanca

Cigarra

Escrevo, para te esquecer vivendo.
Canto, e te faço escrevendo.
E, assim, tenho não tendo,
não vivo vivendo;
mas, continuo te querendo.

Sônia VanDijck

E um momento de propaganda...

A Cigarra

Escrevo, para te esquecer vivendo.
Canto, e te faço escrevendo.
E, assim, tenho não tendo,
não vivo vivendo;
mas, continuo te querendo.

quinta-feira, abril 06, 2006

PROPAGANDA ENGANOSA

S. ANDERSON, sim, ele mesmo, citou meu trabalho com Charlotte 3 vezes em seu novo livro! Fudidíssimo!!! Uma página inteira de discussão. 3 vezes no index de autores. Referência bibliográfica. Eita nós!!!

Y ella es flama que se eleva,
Y es un pájaro a volar
Y es un pájaro a volar
En la noche que se incendia,
El infierno es este cielo
Estrella de oscuridad

And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she ’s free to fly
Just a spark in the sky
Painting heaven and hell
Much brighter

Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you

JUST DO THE RIGHT THING, PORRA!

quarta-feira, abril 05, 2006

Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

segunda-feira, abril 03, 2006

Um copo de mar para um homem navegar!

Babás!! Várias possibilidades...

Será que vou poder beber nessa semana? Rir e aliviar o stress?

A caravela tá pronta e o vento também...

domingo, abril 02, 2006

Paloma Negra, a verdadeira

http://www.publispain.com/fridakahlo/lacolumna.htm

eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome cores de almodóvar cores de frida kahlo, cores passeio pelo escuro eu presto muita atenção no que meu irmão ouve e como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa filtrar seus grau seu ando pelo mundo divertindo gente chorando ao telefonee vendo doer a fome nos meninos que têm fome pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle eu ando pelo mundo e os automóveis correm para quê? as crianças correm para onde? transito entre dois lados de um lado eu gosto de opostos exponho o meu modo, me mostro eu canto pra quem? pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? minha alegria, meu cansaço? meu amor cadê você? eu acordei não tem ninguém ao lado pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle