domingo, março 30, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
domingo, março 23, 2008
Caro amigo Zé, apresento aqui a minha defesa...
Fomos ao Zé. Fato usual até então. A noite começou com uma conversa sobre blogs explícitos e eu disse que era contra. Pois bem, dados os rumos bizarros da noite, resolvi quebrar a minha própria regra. Segundo acontecimento, depois da conversa sobre blogs: notei que o DJ era professor de famosa universidade; eu pelo menos achava que era. Logo em seguida, o DJ me cumprimentou chamando pelo nome, não restava mais nenhuma dúvida. Encontrei também um cara que conheci no carnaval, ilustre desconhecido. Tocava Jorge Benjor, tava muito bom. Dança que dança, achei que deveria bater mais um lero com o desconhecido. Acabou que fui embora sem pagar o Zé (onde vou semanalmente) e deixei meus amigos sem carro. Na saída, eu parei, eu olhei para o porteiro, cheguei perto dele e falei “eu não paguei!”. O porteiro disse que o cara era grande músico e eu cliente semanal da casa, gente acima de qualquer suspeita, poderia sair um pouco na rua, que a gente voltava sem dúvidas. Acontece que o cara não era apenas famoso músico, ele conhecia deus e o mundo: o professor lá do começo (que por sinal é grande amigo de muitas pessoas do iel), grande amigo de amigos meus e até o meu professor de spinning ele conhecia. Só para sentir o drama de só eu pensar que se tratava de ilustre desconhecido. Para se ter uma idéia, acabei a noite (ou melhor diria, comecei o dia seguinte) na casa do professor da famosa universidade. Meleca geral e vergonha geral, pois eu sempre quis dar perdido, e dei perdido em ilustre conhecidíssimo e no Zé (onde vou semanalmente). Por que dar perdido? Eu sei lá! Sabe o capitão fantasma do navio de Piratas do Caribe que deixou o coração em um baú? Vai ver que é isso. Se não for, não tenho nenhuma outra boa explicação. Eu deveria ter sabido pelo presságio inicial que se tratava de tragédia grega, da vida profissional à social.
quinta-feira, março 20, 2008
Este blog anunciou que o gesso seria tirado dia 20. Propaganda enganosa. Não tirou, mais duas semanas. E a saga continua. O médico marcou no hospital da UNICAMP às 9 da manhã, não avisando sobre um mero detalhe: ele dá aula das 8 às 12. Assim resultou uma espera de três horas em uma maca de colchão de plástico em um dos agradáveis corredores do HC (o da faixa preta), acarretando bolhas nas costas dado o calor em cima de um plástico com o corpo coberto de gesso. Ainda não está bem para tirar o gesso, posso entender esta parte. Mas juro que não entendi o porquê de não marcar meio dia. Vá às nove que é certeza que eu estarei lá (ao meio dia)! Será mesmo que livre docência dá direito a indecência livre? Obviamente estou deprimida. Não entendam minha fala como uma valorização do exterior, mas não me faltam convites para sumir do país por uns tempos. Às vezes dá vontade de aceitar. Não há motivos de preocupação, meu enorme apego local não permitiria, nem sei bem o que fazer com a aproximação do sabático para falar a verdade. Mas que acho que está na hora de ir refletir um pouco em uma das luas de Saturno, acho!
terça-feira, março 18, 2008
Ontem eu fiquei tão animada em voltar a dar aula depois de tanto tempo de caos, que acabei propondo o intervalo às 17:05. Tão educados, todos falaram que tudo bem, poderiam ficar até mais tarde! :)
Essa boa vontade só pode ser coisa do anusvara, que causou tanta comoção. Aliás, eu me recuso a desenvolver esse tema. Ou não. Mas que tem por aqui, tem.
Bindu
The Shaunaka, Mandukya, Panini and other authorities have declared that the anusvara 'M' in its original state is a voiced sound involving only the nasika and no other oral articulation (e.g. anusvara yamanam cha nasika sthanam uchyate). This differentiates it from the other anunasikas such as 'ma', 'na' Na, '~na', '~Na' which are sounds with specific oral articulations that are tinged with passage of air through the nasal cavity. In the pure anusvara the mouth is kept naturally closed without forming any particular articulation and the air is allowed to pass, superficial contacting the oral cavity into the nasal cavity. However, it does not pass into the oral cavity to resonate within it. In practical vedic recitation there are certain complexities in the actual sound values taken.
Bindu mesmo! Que horror!
Essa boa vontade só pode ser coisa do anusvara, que causou tanta comoção. Aliás, eu me recuso a desenvolver esse tema. Ou não. Mas que tem por aqui, tem.
Bindu
The Shaunaka, Mandukya, Panini and other authorities have declared that the anusvara 'M' in its original state is a voiced sound involving only the nasika and no other oral articulation (e.g. anusvara yamanam cha nasika sthanam uchyate). This differentiates it from the other anunasikas such as 'ma', 'na' Na, '~na', '~Na' which are sounds with specific oral articulations that are tinged with passage of air through the nasal cavity. In the pure anusvara the mouth is kept naturally closed without forming any particular articulation and the air is allowed to pass, superficial contacting the oral cavity into the nasal cavity. However, it does not pass into the oral cavity to resonate within it. In practical vedic recitation there are certain complexities in the actual sound values taken.
Bindu mesmo! Que horror!
quarta-feira, março 12, 2008
Pelo menos alguns Homo Sapiens gostam de segmentar o tempo e, assim, poder ter certeza mais precisa e calculada de que a vida vai se acabando em cada corpo. Como conseqüência desta invenção, temos aquilo que estas poucas criaturas que gostam de segmentar chamam de aniversário. Época ruim para se ter esta certeza, em meio a tantos perigos de perdas irremediáveis. O medo toma conta. E vem uma vontade de estar viva apenas para garantir que se possa contar a vida de duas crianças sob minha responsabilidade. Só esta vontade de garantir. De resto eu diria que já está suficiente.
terça-feira, março 11, 2008
Vida...
A Julia tira o gesso dia 20. Terminou a saga? Não. Minha mãe caiu e quebrou o quadril também.
sábado, março 08, 2008
El Predilecto de Los Lepdópteros
Com concepção e interpretação de Norberto Presta e direção de Lambert Blum, o espetáculo conta a história real de Nicholaj Bucharin, um revolucionário russo que escreve uma carta a sua mulher Anna, um pouco antes de sua execução em 1938. A carta chega somente à destinatária 55 anos depois do assassinato de Nicholaj, um homem rebelde definido por Lênin como o preferido do partido, mas que foi executado por Stalin. Além de contar a história de amor de Nicholaj, que adorava piadas e borboletas, e da jovem esposa Anna, El Predilecto de Los Lepdópteros mostra também a história de um revolucionário. Um trabalho teatral que trata de amor, de revolução e de borboletas.
De qualquer forma e qualquer que seja o veredicto,
vou ver-te depois do processo, poderei apertar-te
as mãos e beijá-las. Até logo, meu amor. Teu Nicholaj.
(15 de janeiro de 1938)
Tchau, Nicholaj! Quero dizer-te que jamais
me arrependi de ter ligado a minha vida à tua.
Esquecer-te é impossível. A tua Annuuschka.
(20 de julho de 1992)
Eu ouvi falar tanto da peça, na sua confecção. Posso dizer que meus insetos gostaram de saber de suas amigas borboletas. Deram-se muito bem. Ainda vou ver a peça e te ver de novo, de novo, e ouvir dela. Muitas borboletas. Tantas cores.
De qualquer forma e qualquer que seja o veredicto,
vou ver-te depois do processo, poderei apertar-te
as mãos e beijá-las. Até logo, meu amor. Teu Nicholaj.
(15 de janeiro de 1938)
Tchau, Nicholaj! Quero dizer-te que jamais
me arrependi de ter ligado a minha vida à tua.
Esquecer-te é impossível. A tua Annuuschka.
(20 de julho de 1992)
Eu ouvi falar tanto da peça, na sua confecção. Posso dizer que meus insetos gostaram de saber de suas amigas borboletas. Deram-se muito bem. Ainda vou ver a peça e te ver de novo, de novo, e ouvir dela. Muitas borboletas. Tantas cores.



