segunda-feira, dezembro 18, 2006
Mamãe Noel deu um duro danado. Pra conseguir graninha e pra enfrentar as filas. Mas tudo feito. É só esperar o dia agora. E com promessa de ano melhor pra eles!
domingo, dezembro 17, 2006
sábado, dezembro 16, 2006
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Vida de índio que sai da aldeia

Fiquei tanto meses te olhando de longe com a Ju na piscina e, de tanto olhar uma cena tão linda, cresceu um carinho tão enorme.
Quando você se machucou, eu fiquei muito preocupada. Acho que todo mundo no IEL já ouviu falar de um tal professor de natação que machucou a perna.
A questão é que tenho uma história estranha que me torna insegura. Terça eu fiquei horrivelmente insegura. Se fosse resolver, queria te dizer a minha agonia. Mas se sentir agonia é péssimo, falar dela é ainda pior. E como horas boas são sempre melhores que as outras, nem posso falar agonia. Pois não respondi imediatamente os chamados para dividir coisas boas? E gostei.
Vou é dizer que valeu a pena a minha ilusão.
Uma parte de mim
pesa, podera,
outra parte delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte se espanta.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
Será arte?
Ferreira Gullar
pesa, podera,
outra parte delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte se espanta.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
Será arte?
Ferreira Gullar
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Republicando...
Férias de Araras chegando...Me deu vontade de republicar a irônica "A Quica vai" em forma de protesto, de janeiro do ano passado.
A Quica vai
Fui passar as férias em uma pequena cidade considerada modelo, 80 km de Campinas, interior de São Paulo, onde mora minha família. Habitada por pessoas honestas. Todos se conhecem e se ajudam. Uma verdadeira comunidade!Infelizmente tem muito tempo que deixei esta cidade e não tenho mais amigos. Mas tem a Quica, amiga da prima e da tia. Ela oferece amizade. Vai a uma festa de reveillon e me convidou. Que bom! Uma festa chic mic, mas tudo bem. Novas amizades... Araras é maniqueísta suficientemente para conseguir traçar uma linha bem clara entre elite e o outro lado. Eu me lembro do clube ararense, que somente recebia as pessoas consideradas de bem por um comitê. O clube oferecia um barzinho aos sábados e recebia salgadas mensalidades das pessoas de bem.
Quando chego à casa da tia, a prima falou que todos comentam que eu tatuei a perna toda com uma tatuagem de dois palmos e oito dedos de tamanho. É, não é bem assim, mas tudo bem. Poderia ser. Volta à casa, feliz, a Quica vai à festa e eu também!
Não, não pode. É prostituta, sou informada. Como assim? É enfermeira do hospital municipal. Não presta, saiu com um médico casado (na verdade, parece, talvez, que separado), mais velho. Nunca mais será bem vista e nem quem sair com ela. Proibida. Não pode manchar o bom nome dos Sandalos na comunidade. Será que o nome Sandalo também mancha, então?
Vamos ver no que isso vai dar...Deve sair com a prima que vem de Ribeirão que chega no dia 31. É a primeira vez que vem para Araras.
Mas a prima vai sair com a irmã da cunhada e duas amigas, já está resolvido.Em um discurso próprio de Grace sobre respeito humano, tolerância, democracia, preconceitos, etc, resolvo aceitar a imposição e ir com a prima de Ribeirão! Tolerância significa também respeitar a visão antiquada da mãe.Vou ter que me oferecer. Não fui convidada. Tolerância é tolerância. Aceitar as diferenças... Pode ser interessante conhecer o outro lado de Araras. Aviso que gostei da Quica, mas dou minha palavra de obediência.
Na ceia, a mãe entende onde as escolhidas vão. Agrada a Quica, e Quica re-convida. Palavra é palavra, não volto. Faço o que prometi. Mas Graces reais também têm seu lado monstro. Sabia que puniria a mãe assim fazendo, vendo que desviou a filha da elite para o submundo. Modo de questionar ideologias ou crueldade? Crueldade com quem?
Têm também seus preconceitos, embora pense que não. Não consegue entrar na festa com os caras com cara de ladrão na porta.
Povo do carro: O que a elite com a gente? Vamos destruir a festa, então. Rodamos de carro procurando a pseudo-alternativa que poderia agradar a diversidade, até quase acabar a gasolina, desviando de bêbados. Quase que minha merivinha se acaba em uma quase batida de frente com um fusca branco de portas abertas. Não, minha meriva, não. Cansei, deixei-as em casa. Somente a prima de Ribeirão fica. Vamos à festa da elite.
O que? Chegando duas da madrugada e não conhece ninguém na festa? Como pode? Não, senhor porteiro, não somos de Araras. Por isso não conhecemos ninguém. Tá cheio, não pode mais. Deixa entrar. Não.
Cadê a Quica? Qual o verdadeiro nome e o sobrenome para ser chamada. Não sei. Nunca perguntei.
Resto da noite na fila vendo as pessoas atrasadas telefonando para figurões virem para a porta ou dizendo “sabe de quem sou filho?” para conseguir entrar. Grace jamais usaria um argumento de autoridade. Ficamos na rua em frente à festa, resto da noite. Em uma longa fila para o porteiro decidir quem deixaria de ser excluído por escolha. Vamos ver onde isso vai dar... Não fomos escolhidas.
Na segunda-feira levei o carro para a revisão. Já que ele se salvou, melhor deixar bem bonitinho. Às cinco horas da tarde, o Ademir ligou e minha mãe atendeu. Horrorizada, falou tem um Ademir te procurando. Quem é Ademir? O que é isso?
Olha, tem 1200 reais de peças para trocar, pode parcelar em cinco vezes. Faz o serviço? Dá para devolver o carro amanhã? Pode fazer, Ademir. Obrigada.
Será que tem algum pai gangster para me tirar de Dogville?
Dias melhores pra sempre...
A Quica vai
Fui passar as férias em uma pequena cidade considerada modelo, 80 km de Campinas, interior de São Paulo, onde mora minha família. Habitada por pessoas honestas. Todos se conhecem e se ajudam. Uma verdadeira comunidade!Infelizmente tem muito tempo que deixei esta cidade e não tenho mais amigos. Mas tem a Quica, amiga da prima e da tia. Ela oferece amizade. Vai a uma festa de reveillon e me convidou. Que bom! Uma festa chic mic, mas tudo bem. Novas amizades... Araras é maniqueísta suficientemente para conseguir traçar uma linha bem clara entre elite e o outro lado. Eu me lembro do clube ararense, que somente recebia as pessoas consideradas de bem por um comitê. O clube oferecia um barzinho aos sábados e recebia salgadas mensalidades das pessoas de bem.
Quando chego à casa da tia, a prima falou que todos comentam que eu tatuei a perna toda com uma tatuagem de dois palmos e oito dedos de tamanho. É, não é bem assim, mas tudo bem. Poderia ser. Volta à casa, feliz, a Quica vai à festa e eu também!
Não, não pode. É prostituta, sou informada. Como assim? É enfermeira do hospital municipal. Não presta, saiu com um médico casado (na verdade, parece, talvez, que separado), mais velho. Nunca mais será bem vista e nem quem sair com ela. Proibida. Não pode manchar o bom nome dos Sandalos na comunidade. Será que o nome Sandalo também mancha, então?
Vamos ver no que isso vai dar...Deve sair com a prima que vem de Ribeirão que chega no dia 31. É a primeira vez que vem para Araras.
Mas a prima vai sair com a irmã da cunhada e duas amigas, já está resolvido.Em um discurso próprio de Grace sobre respeito humano, tolerância, democracia, preconceitos, etc, resolvo aceitar a imposição e ir com a prima de Ribeirão! Tolerância significa também respeitar a visão antiquada da mãe.Vou ter que me oferecer. Não fui convidada. Tolerância é tolerância. Aceitar as diferenças... Pode ser interessante conhecer o outro lado de Araras. Aviso que gostei da Quica, mas dou minha palavra de obediência.
Na ceia, a mãe entende onde as escolhidas vão. Agrada a Quica, e Quica re-convida. Palavra é palavra, não volto. Faço o que prometi. Mas Graces reais também têm seu lado monstro. Sabia que puniria a mãe assim fazendo, vendo que desviou a filha da elite para o submundo. Modo de questionar ideologias ou crueldade? Crueldade com quem?
Têm também seus preconceitos, embora pense que não. Não consegue entrar na festa com os caras com cara de ladrão na porta.
Povo do carro: O que a elite com a gente? Vamos destruir a festa, então. Rodamos de carro procurando a pseudo-alternativa que poderia agradar a diversidade, até quase acabar a gasolina, desviando de bêbados. Quase que minha merivinha se acaba em uma quase batida de frente com um fusca branco de portas abertas. Não, minha meriva, não. Cansei, deixei-as em casa. Somente a prima de Ribeirão fica. Vamos à festa da elite.
O que? Chegando duas da madrugada e não conhece ninguém na festa? Como pode? Não, senhor porteiro, não somos de Araras. Por isso não conhecemos ninguém. Tá cheio, não pode mais. Deixa entrar. Não.
Cadê a Quica? Qual o verdadeiro nome e o sobrenome para ser chamada. Não sei. Nunca perguntei.
Resto da noite na fila vendo as pessoas atrasadas telefonando para figurões virem para a porta ou dizendo “sabe de quem sou filho?” para conseguir entrar. Grace jamais usaria um argumento de autoridade. Ficamos na rua em frente à festa, resto da noite. Em uma longa fila para o porteiro decidir quem deixaria de ser excluído por escolha. Vamos ver onde isso vai dar... Não fomos escolhidas.
Na segunda-feira levei o carro para a revisão. Já que ele se salvou, melhor deixar bem bonitinho. Às cinco horas da tarde, o Ademir ligou e minha mãe atendeu. Horrorizada, falou tem um Ademir te procurando. Quem é Ademir? O que é isso?
Olha, tem 1200 reais de peças para trocar, pode parcelar em cinco vezes. Faz o serviço? Dá para devolver o carro amanhã? Pode fazer, Ademir. Obrigada.
Será que tem algum pai gangster para me tirar de Dogville?
Dias melhores pra sempre...
sábado, dezembro 02, 2006
Parabéns IEL
O IEL completou 30 anos com solenidades. Tinha uma foto minha fazendo gradução. 15? 20? anos se passaram? Puxa! Mudou alguma coisa?
Um dia antes a Julia, com 9 anos, apresentou seu primeiro seminário de fim de ano. Com um poema para a UNICAMP:
Eu adoro a UNICAMPE
porque a mamãe trabalha lá
Para beis UNICAMPI
por seu aniversário
porque a mamãe foi lá
Um dia antes a Julia, com 9 anos, apresentou seu primeiro seminário de fim de ano. Com um poema para a UNICAMP:
Eu adoro a UNICAMPE
porque a mamãe trabalha lá
Para beis UNICAMPI
por seu aniversário
porque a mamãe foi lá
Ciclo?
Chico
Fui ao show do Chico. Foi lindo. Ele apresentou uma história sobre a vida do artista. A parte da despedida foi emocionante, com a do caralho seqüência abaixo.
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
Vou voltar
Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso atéSair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar
Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço
O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo
Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leveNão me leve a mal
Me leve apenas para andar por aí
Na lagoa, no cemitério
Na areia, no mormaço
O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo
Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será tudo de bom
Mas não me leve
O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo
Terminou com João e Maria e todo mundo na frente cantando junto.






