terça-feira, novembro 27, 2007
M. Arnold
The tawny-throated!
Hark! from that moonlit cedar what a burst!
What triumph! hark!—what pain!
O wanderer from a Grecian shore,
Still, after many years, in distant lands,
Still nourishing in thy bewilder’d brain
That wild, unquench’d, deep-sunken, old-world pain—
Say, will it never heal?
And can this fragrant lawn
With its cool trees, and night,
And the sweet, tranquil Thames,
And moonshine, and the dew,
To thy rack’d heart and brain
Afford no balm?
Dost thou to-night behold,
Here, through the moonlight on this English grass,
The unfriendly palace in the Thracian wild?
Dost thou again peruse
With hot cheeks and sear’d eyes
The too clear web, and thy dumb sister’s shame?
Dost thou once more assay
Thy flight, and feel come over thee,
Poor fugitive, the feathery change
Once more, and once more seem to make resound
With love and hate, triumph and agony,
Lone Daulis, and the high Cephissian vale?
Listen, Eugenia—
How thick the bursts come crowding through the leaves!
Again—thou hearest?
Eternal passion!
Eternal pain!
segunda-feira, novembro 26, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
O espírito do copo
Under request
Um comentarista pediu maiores explanações sobre a coisa das vogais (cf. comentário em /a/). Respondemos aqui a todo tipo de demanda; o genellas está obviamente sempre de janelas e portas abertas. Pois bem, em João Pessoa, simpósio SIS-Vogais, inteirinho sobre vogais (http://www.cchla.ufpb.br/proling//index.php?option=com_content&task=view&id=151&Itemid=1), desenvolvemos um texto sobre a representação do fonema /a/ em PB a partir das teorias da subespecificação associada à geometria dos traços. Defendemos a idéia de que este fonema é uma vogal debucalizada (i.e. sem nó de Ponto) paralelamente aos segmentos laríngeos. Esta proposta pôde explicar os fatos da coda nasalizada no PB de São Paulo, bem como dos fatos de emergência das vogais na aquisição de linguagem. Esta apresentação pode certamente ser repetida em sala de aula under request.
Fica aqui também o comentário de que foi um dos melhores encontros de lingüística que já vi. Lugar legal, e os participantes (destaque ao anfitrião) do mais alto astral possível. Gente boa mesmo, em todos os sentidos! Não quero mais sair do grupo de fonologia, não... Este foi um merecido feriado de paraíso verdadeiro.
Som nos meus lábios a palpitar
Mas já que eu não posso te ouvir
Ao mundo vão as sílabas de um verso
Dormir e sonhar essa música de ai desfeito...
Chuva leve caindo no meu peito
domingo, novembro 18, 2007
/a/
Ode a um cigarro
Olho o oceano. Amanhece. Olho o oceno. Amortece. Calada numa voz de fumaça ao mundo, no esparramado vermelho de luz. Há murmúrios dolentes de segredos... Palavra esvaindo. Sangra verde. É verde agora o oceano. Vogais coloridas em pedaços. Há noites silenciosas. E ele é, ó meu Amor, pelos espaços. Grito debucalizado. Anoitece. É negro o oceano subespecificado em a i. Descompensado, rodopiando boleros grotescos. Endoidecendo. Âmote. Há crisântemos roxos que descoram... Átemo confundindo as consoantes, impedido: nemata/memata. Fumo leve que foge entre os meus dedos!...
sexta-feira, novembro 16, 2007
(Já tive uma época sem alma. Um dia, eu ri de novo e nunca mais parei. Algumas pessoas notaram o momento dos olhos rindo, coisa que não acontecia fazia tempo. A Charlotte e a Maza notaram o fato. A Charlotte notou e não entendeu. Queria saber mais. A Maza, dia seguinte, falou “bem-vinda de volta, que bom que você voltou finalmente”. Eu também, como a Charlotte, não sei o porquê, mas sei quando exatamente.)
domingo, novembro 11, 2007
Ah, os ingleses sempre
A-HA! Os musos da adolescência...
Na sexta-feira, nas tradicionais idas ao Bar do Zé, confessei. Eu gostava de A-HA. Eu vivo criticando a Julia porque ela gosta de Sandy & Junior. Juro, nunca mais faço isso depois de ver de que eu gostava. É inacreditável! Bom, vejam que toda cultura tem as suas transformações de seres humanos em animais. Por exemplo, os kadiwéus têm uma narrativa que a mulher vira onça... Deixa pra lá. É ruim mesmo! Notem o carrossel de músicos rodando. E o carinha era meu muso...
Aproveito para fazer uma crítica à infância atual. O Dudu, 5 anos, saiu de casa ontem ao meio dia para visitar um amigo e não voltou até agora. Eu já liguei bem chata umas 3 vezes e ele falou para eu não encher o saco, pois eu vivo sumindo e ele que liga. Eu não pensei que chegasse a esse ponto tão cedo!
Muso da lingüística

sábado, novembro 10, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
O inferno de Filomena
Eu já estive no inferno, pelo menos há fotos sugerindo; e bem acompanhada. Segundo Dante, tem muito frio no inferno. Não era, então, o inferno. Odeio frio. Pelo menos não era o de Dante. Que lugar era aquele vermelho, então? Preciso pecar mais para descobrir e voltar.
Dante encontra uma montanha composta por círculos ascendentes, reservado àqueles que se arrependeram em vida de seus pecados e estão em processo de expiação dos mesmos. Acontece que deste espaço ainda se pode alcançar o céu. Sem saída. Não me arrependi! E vou ficando por aqui.
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