quarta-feira, maio 23, 2007

Copiei mesmo!

"Existem, fundamentalmente, duas formas de SER, isto é, ESTAR, no mundo. Essas formas de ser são radicalmente opostas e excluem-se mutuamente.

A primeira destas formas é sedentária. Procura constantes pontos de apoio, busca e deseja permanentes e pacíficos lugares de chegada e descanso. Uma tal postura existencial e intelectual leva à criação de princípios de infalibilidade, zonas de estática e monumentos a ídolos. Esta mentalidade faz parte daquilo a que a escola de K. Popper definiu como o racionalismo tradicional do ocidente. Toda sua confiança, necessária confiança, assenta em teorias construídas em sistema fechado. Idéias estatuídas da força da razão e da razão da força balançando, assim, entre o dogma e o fanatismo. Vivem na base de zonas intelectuais e existenciais silenciadas, de desvios do olhar, de espaços do interdito onde existe um não discutido nem discutível porque antecipadamente "evidente" / "infalível". Trata-se, em última instância, duma racionalidade em prisão, duma total obediência à(s) autoridade(s). A atitude sedentária fundamenta o discurso dogmático, é a subestrutura de toda e qualquer FÉ que cria o divulgador-burocrata.

A segunda forma é nômade. Faz da dúvida e relatividade a sua estrada de existência intelectual. Pesa e martela a totalidade das estáticas, questiona os princípios de obediência à autoridade. Procura viver em constante procura, escuta a voz de Zaratustra proclamando a cidade nos arredores do Vesúvio e caminha para os vulcões incendiando a própria voz do profeta. Esta postura assenta na busca e desejo de constantes e eternos pontos de partida aceitando todos os pontos de chegada como meros lugares de passagem, degraus dum caminho que apenas se faz caminhando. Trata-se, portanto, do princípio da crítica da razão e da razão da crítica que recusa toda e qualquer sistematização fechada, que proclama a abertura a toda a possibilidade de paradoxo, isto é, de procura de mais e novo sentido.A atitude nômade fundamenta o discurso problemático, cria o investigador. Seu norte é a radical e total problemática, o essencial convite a dúvida e hipótese daquele que não se propõe sabedor, mas buscador".

Luis Felipe Barreto, Caminhos do Saber no Renascimento Português (apud MC)

terça-feira, maio 22, 2007

Gigi, moi aussi, je suis là!!


segunda-feira, maio 21, 2007

Semana musical

Foi uma semana musical das boas. Três shows: Luiz Melodia, O rappa e Cordel do fogo encantado. Adoro os dois últimos. Ver as duas bandas preferidas em uma mesma semana é bastante sorte. Duas noites sem dormir foi um saldo bom, embora nenhuma tenha a ver com as bandas. A primeira foi tocante, muito amor bom e ruim. Foi lindo o gesto de dormir comigo na calçada na fila do passaporte. Vou-me embora? Foi lindo o gesto de amigos oferecendo ajuda para a cirurgia da Julia. Muito amor bom. Bom sábado de pouco sono bem merecido, depois de sexta triste. Triste e ruim, a sexta. Já disse que "saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco". Some e deixa a fome.

Ela disse assim
É porque é
É porque é
Não há desespero em vão
Se ela quer voar
É porque tem assas
É porque tem asas
Não não não
Quando a gente voa
Distante e só
Tão distante e só
O sol não vem e a luz que cai
Nunca mais voltou
Nunca mais voltou
Não não não (Cordel do Fogo Encantado)

Tchau!

sábado, maio 19, 2007

O Rappa

Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general cheio de anéis
Eu vou descendo por todas as ruas
Eu vou tomar aquele velho navio
Eu vou tomar aquele velho navio
Aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
E não importa,....
e não importa
Não!

domingo, maio 13, 2007

Há um som tão forte que às vezes se torna impossível não contar para mim mesma. Embora eu saiba que é ilusão. Mas ilusão pode ser mais norteadora que fato. Um dono de palavras (ditas ao acaso?) que capturam tão fortemente exatamente o que eu sinto. Método de narcotizar a dor. São casuais, não significam o que penso, mero erro de recepção, eu sei. Não chegam os mesmos sons que saíram. Mas inegavelmente me seguraram de desistir um dia. Não importa o rumo dos fatos reais, na alma, visada questionável que há algo melhor que matéria, a sua presença é sentida em um ritmo alucinante.
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No carnaval rolava uma brincadeira que tudo na vida tem um porquê. Tem, mas é a gente que atribui este porquê. Têm os acasos, que podem ser vistos como bons ou ruins, e o como a gente lida e interpreta estes acasos dá o rumo à vida.

sábado, maio 12, 2007

De volta ao orkut

Devido aos inúmeros pedidos, o itaypehoe volta ao ar.!! Cometem por favor, já que pediram, leitores anônimos.

À propósito, em meio a esta insana controvésia, pasmem, itaypehoe é meu nome em Pirahã!!! Significa pote de perfume. Isso porque parece que eu fui a primeira (única?) criatura a tomar banho com shampoo no rio Maici. Eu tinha um estranho pote de perfume para o banho. Coisa de quase homo sapiens...