terça-feira, setembro 30, 2008



No sábado tivemos uma conversa de bar sobre a destruição de espaços paradisíacos em extinção. No domingo tive que visualizar uma destas terríveis ameaças virando realidade. Quase todos morreram da família do meu pai. As terras serão de muitos tataranetos. É necessário destruir para dividir. Fomos olhar mais uma vez. Uma despedida?

Subi de carro o morro, lembrando das muitas e muitas vezes que ia à pé com minha avó para passar o dia todo brincando na terra e nas árvores.

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terça-feira, setembro 23, 2008

domingo, setembro 21, 2008

Arte

Para mim, arte é acalento.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Nosso artigo vai sair?! Vai...

Acho que nenhum dos talvez existentes leitores deste blog vai se lembrar deste experimento (parcial aqui). Foram bons momentos! Obrigada a todos os colaboradores. Os colaboradores com certeza lebrariam. Lembrariam?! Ululariam?! Saudades destes momentos de risos. Nós anêmonas lembraríamos.

Surprise questions

7. Eu acho que vocês manauaras ululariam se Amazonino Mendes ganhasse a eleiça‚o.
I believe that you people from Manaus would scream if Amazonino Mendes won the election.

Nós manauaras ulularíamos!? De jeito nenhum.
We people from Manaus would scream? No way.

8. Eu acho que vocês alunos leriam se Chomsky escrevesse um outro livro.
I think you students would read (it) if Chomsky wrote another book.

Nós alunos leríamos!? De jeito nenhum.
We students would read (it)!? No way.

9. Eu acho que vocês meninos orariam se Maria adoecesse seriamente.
I think you boys would pray if Maria got seriously ill.

Nós meninos oraríamos!? De jeito nenhum.
We boys would pray!? No way.

Mais coluna social




Sim, o acompanhante é normal sim.

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Me faço astronauta e sinto a falta de gravidade para te sentir, como queria. Farei estrada de céu negro e vazio com a tua parte que me falta. Cega com as nuvens abaixo da lua, pés e mãos, corpo sem nada tocar.

Coluna social


Casamento dos amigos Cilene e Andrew. Que lindo! Espero um tempo bem longo de felicidade. Vocês merecem, queridos!

terça-feira, setembro 16, 2008

Estudo uma lição, e para aprendê-la de cor leio-a primeiramente escandindo cada verso; repito-a em seguida um certo número de vezes. A cada nova leitura efetua-se um progresso; as palavras ligam-se cada vez melhor; acabam por se organizar juntas. Nesse momento preciso sei minha lição de cor; dizemos que ela tornou-se lembrança, que ela se imprimiu em minha memória.
Examino agora de que modo a lição foi aprendida, e me represento as fases pelas quais passei sucessivamente. Cada uma das leituras sucessivas volta-me então ao espírito com sua individualidade própria; revejo-a com as circunstâncias que a acompanhavam e que a enquadram ainda; ela se distingue das precedentes e das subseqüentes pela própria posição que ocupou no tempo; em suma, cada uma dessas leituras torna a passar diante de mim como um acontecimento determinado de minha história. Dir-se-á ainda que essas imagens são lembranças, que elas se imprimiram em minha memória. Empregam-se as mesmas palavras em ambos os casos. Trata-se efetivamente da mesma coisa?
(BERGSON, 1999:85-6)

Não, obviamente. Bergson estabelece uma diferença entre dois tipos de memória:

1. A memória automática que é corporal.

2. A memória pura que se constitui por lembranças independentes.


A segunda é criadora de história. E só se cria dependendo da importância interior. É a segunda que faz memória ser fato e vice-versa (para Bergson, FATO existe se existe na memória como duração). Se ela não ocorrer, a primeira, corporal, apaga-se. O impulso vital de Bergson está na duração. Se algo impede a construção de (2), eu entendo que o fato deixa de existir.

Voltando ao caso da falta de transparência citado ontem. Foi uma lição que estudei bem. Mas que criou fato apagado. Mudou o estado de consciência.

... a multiplicidade dos estados de consciência, considerada em sua pureza original, não apresenta nenhuma semelhança com a multiplicidade distinta que forma um número. Haveria aí, dizíamos, uma multiplicidade qualitativa. Em suma, seria preciso admitir duas espécies de multiplicidades, dois sentidos possíveis para a palavra distinguir, duas concepções, uma qualitativa e a outra quantitativa, da diferença entre o mesmo e o outro.
(BERGSON, 2006b:12)

segunda-feira, setembro 15, 2008

Sou uma pessoa absolutamente sincera e transparente e assim trato as pessoas, sempre. Com certeza isso deve ser um defeito. Mas assim sou. Nada me incomoda mais que a mentira. Eu odeio ser tratada com dissimulações. Me dá um nojo de tamanho imenso. Ouvir a verdade nunca me magoa da maneira que estou tentando descrever. Às vezes eu prefiro me enganar que entendi mal para diminur o nojo, porque, para mim, qualquer coisa é um pouco melhor que a falta de coragem de me tratar com a transparência. Qual é o nome do reverso de carinho? É o nome do que eu sinto neste momento.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Tem coisa na vida que a gente pensa que é azar, mas depois vê que é pura sorte!

quarta-feira, setembro 03, 2008

jemaanaGa forever

Hoje recebi um comentário de um post de 2005. É engraçado ver posts tão antigos serem comentados. Mr. Kiriyama-sama, agradeço o comentário e o elogio. E neste caso, deste post, ainda vale a atualidade, uma vez que no domingo recebi um recado que a idéia pode virar parte de uma peça de teatro do Lume (Núcleo de Teatro da UNICAMP). É kadiwéu em diálogo com Hamlet:


Patrik: Filó!!!
Tudo bem contigo?
Eu aqui na labuta... rsrsrs...
Tivemos uma pira olímpica ontem e acabamos criando um personagem, a mãe de Hamlet, que vai se chamar inemataGawa!!!



Filosofia Guaikurú

Dizem que só é possível filosofar em alemão. Bom, para filosofar sobre o amor certamente não pode ser alemão, há de ser Kadiwéu. Em Kadiwéu há um processo gramatical de demoção do objeto, que se chama antipassivização. Há três níveis de antipassivização. Vamos ver o que ocorre com o verbo amar. Ee aqaami Gademaani. Temos um amor transitivo. Ee aqaami jemaataGawa. O objeto do amor fica dativizado e portanto não é mais afetado pelo amor. Mas pelo verbo ser ainda ativo, ainda há uma chance, o sujeito ainda ativo está se reaproximando. No outro estágio, ee aqaami inemaataGawa, o objeto do amor não está mais no campo de visão, é uma amor distante e sujeito passa a ser inativo. Finalmente, há uma intransitivização completa do amor, ee jemaanaGa. Apesar de significar amar muito, não há mais objeto do verbo amar.
Há ainda o verbo fumar, ee japikoGo. Se transitivizado de forma inativa, torna-se beijar. Mas se não transitivizado, continuando em sua forma ativa, pode-se fumar os beijos perdidos do amor antipassivizado.
Se alguém conhecer uma língua mais linda, pode me contar. Eu estou feliz com a minha, que tem tanta poesia na sua gramática.

postado por filomena às 7:44 AM

1 Comentários:
Kiriyama-sama disse...
Sua sensibilidade é linda :)

terça-feira, setembro 02, 2008

No escuro do parque

De repente o mundo ficou sem graça. Sonhei que todos da minha família tinham morrido. Eu ficava, então, toda noite, em um ponto de ônibus para voltar do trabalho, admirando um parque. Não dá para ver o interior do parque; somente a escuridão interna em segundo plano. Em primeiro, algumas folhagens de árvores mais a grade que circunda o parque. Angústia e vazio. Então, ouvi uma música cantada por um mendigo no ponto. A música dele acompanhava a contemplação estática de toda noite. O canto era meu acalento. Tornava suportável a escuridão do parque. Um cemitério? Mas ao levantar o rosto em direção da música, não era o cantor. Eram alguns taxistas lembrando e imitando o cantor que também havia morrido. Peguei meu ônibus. A partir daí, a vida pareceu um pouco perdida, sem um objetivo mais elaborado e difícil de concretizar. Parece uma tatuagem kadiwéu, é uma figura que sugere continuidade, como se as linhas não acabassem, sugerindo movimento através das espirais que terminam dando a volta e refazendo o mesmo caminho. Figura dentro de um ônibus sem chegar a lugar nenhum.

segunda-feira, setembro 01, 2008


O jesuíta José Sanches Labrador conviveu com os Guaikuru em 1.760 e escreveu como eram feitas as tatuagens na época. A pele era furada com espinho até escorrer o sangue, quando colocavam cinzas de folhas de uma palmeira ou a tinta do jenipapo. Antes da cicatrização, o ferimento inchava e o tatuado sentia muitas dores, até cair a casca preta e o desenho ficar azulado. As tatuagens eram feitas entre 14 e 16 anos, quando o jovem já tinha forças para suportar o sofrimento.
Bom, não foi bem assim para mim... Será que faço outra?

O dia em que o céu pirou


Muita gente falou do halo do sol que deve ter sido visto no Brasil todo. No mesmo dia, teve um cometa luminoso no final do dia. Todos os jornais e sites mostraram as fotos do fenômeno do sol. Mas pouca gente falou sobre um estranho ponto luminoso que se aproximou do sol, vindo do halo, e se posicionou exatamente ao centro do Sol. Foi um olho mesmo!